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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

As correntes que nos prendem.


Você já parou pra pensar no quanto estamos presos por correntes? 


Para quase tudo de bom que podemos fazer nessa vida, sempre há um entretanto, e por conta destes ‘entretantos’ acabamos por não aproveitar o que a vida tem de melhor a nos oferecer.

Aos poucos vamos sendo acorrentados, mesmo que sem querer, mesmo que por correntes simbólicas...


O fato é que muitos passam a vida inteira acorrentados á coisas que não deveriam os segurar, muitas vezes estão tão acostumados a viver acorrentados, que basta que alguém os diga que assim estão para se sentirem de fato presos.


Pare pra pensar, quantas correntes você já quebrou na sua vida? Quantos bastas você deu?


É provável que o número seja algo bem próximo de nenhum... Isso porque, nos libertar às vezes custa um preço pelo qual não estamos dispostos a pagar, já que por mais ruim que seja, estar acorrentados, pelo menos é seguro.

E é por conta dessa segurança que deixamos de viver nossa vida em plenitude, ou vai me dizer que você nunca deixou de fazer alguma coisa por causa de alguma corrente que lhe prendia a algo ou alguém?



Às vezes as correntes que nos aprisionam são mais mentais do que físicas.

Pense, pois muitas vezes amarram você em nada e você acredita!!!




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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

GUARAMIX: A moda é para todos!!!

O mundo da moda é cheio de tendências e vive em constante evolução, eu que também não sou estático e adoro essas novidades, não podia estar de fora de um dos maiores eventos de moda da Paraíba e para tanto,  ontem, fui prestigiar o GUARAMIX, o evento que vislumbra o mundo fashion, acontece anualmente aqui em na minha cidade natal - Guarabira-PB.


Esse ano, diferente dos anteriores o evento realizou-se no centro da cidade, num local reservado, e o melhor de tudo, super acessível. E olha que eu não fui o único cadeirante a constatar isso não, chegando lá dei logo de cara com uma colega que também é cadeirante e que assim como eu adora o “mundo fashion”.


Na platéia já haviam lugares prioritários, onde pudemos nos posicionar e ver os modelos desfilando bem próximo á passarela. Minha mãe e minha irmã que também foram comigo, pegaram carona e sentaram na área VIP, bem ao meu lado. (Viu? Essa é uma das vantagens de sair comigo......rsrsrsrs) 


Quando cheguei lá ainda não havia muita gente no local, mas não demorou muito para que as pessoas chegassem e logo preenchessem aquela mega estrutura, montada exclusivamente para sediar o desfile das melhores e mais bem conceituadas lojas da região.

Antes e durante os intervalos da apresentação de cada loja participante, rolava muita curtição, a animação ficou por conta de uma banda que tinha um casal de cantores excelentes, não me lembro o nome da banda deles (se você souber, põe aí nos comentários), mas são esses da foto abaixo.


O repertório do grupo então, esse dispensa comentários, e você pode conferir um pouco, através do vídeo abaixo (o áudio não é dos melhores, mas dá pra ter noção de como foi bom.....rsrsrs).


Quero aproveitar a oportunidade pra elogiar a minha amiga Giselda e família, que merecem o destaque aqui no post, não só pelo belíssimo desfile e sucesso empresarial, mas principalmente pela pessoa que ela é, uma mulher determinada, objetiva, que não mede esforços pra ajudar a quem precisa, e olha que falo isso com propriedade, pois inúmeras foram as vezes que precisei da sua ajuda e ela sempre esteve disponível para tal. São pessoas assim que tornam o mundo melhor, e que cercada de ótimas colaboradoras, fazem com que a sua loja (GISELDA CONFECÇÕES), seja uma das mais bem conceituados daqui da região.
 

Encontrei várias pessoas que já não via há um bom tempo e fiquei tão felizes quanto elas por estar alí. 
 

Foi uma noite marcante: música, moda, alegria, abraços, sorrisos, auto estima, valorização do próximo, respeito – Isso é inclusão!! E  fez um bem enorme  me entregar a esse ambiente.

Afinal de contas a moda é para todos!!!

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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Por você e por quem ama você, use o cinto de segurança!

Acho que já não deveria nem ser mais necessário expor propagandas lembrando sobre a importância do uso do cinto de segurança, todos nós devemos ter essa consciência.

Com a prática, o uso do sinto de segurança torna-se um hábito automático (entrou no carro, colocou o cinto). Mas se você ainda não tem essa consciência, reflete um pouco assistindo esse vídeo aqui abaixo.


Por você e por quem ama você, use cinto de segurança!!!

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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Um ano como cadeirante.

 

Hoje, dia 09/11/2011 faz um ano que me acidentei e fiquei paraplégico. Tenho dúvidas se devo comemorar esse dia (porque afinal de contas poderia ter partido dessa pra uma melhor) ou esquecê-lo (porque minha vida nunca mais foi a mesma desde então). Mas acho que não consigo fazer nenhuma coisa nem outra. Comemorar seria achar ou assumir que foi um dia bom, que me fez feliz, o que na realidade não foi. Esquecer, até poderia se não tivesse significado nada, como se tivesse sido um dia qualquer.

Hoje revivo tudo que aconteceu nesse período. Os momentos antes do acidente, a queda, o hospital, meus familiares, os exames, a cirurgia e também a tranquilidade que aceitei tudo, ou quase tudo. Revivo também o que passei e consegui nesse ano, depois de todo o ocorrido. O que fiz e venho fazendo. Se realmente aceito essa situação ou se a levo sem pensar. Sinto uma mistura de angústia, de orgulho e de esperança. Angustia por ainda ser cadeirante. Orgulho por não ter desistido de viver e Esperança em um dia poder voltar a andar.

É um ano SEM: andar, correr, dançar, vestir a roupa sozinho, dirigir, pedalar, praticar esportes, acordar e pular da cama no mesmo instante. É um ano SEM INDEPENDÊNCIA. Mas é também um ano COM: fé, esperança, determinação, amigos, amor, família e muita VONTADE DE VIVER.

Aprendi muitas coisas. A primeira foi a ter PACIÊNCIA, palavrinha que mais escutei enquanto estava internado e por fim achava que não precisaria de tanto, mas me enganei, realmente precisa de muuuuuita. Depois aprendi a guiar uma cadeira de rodas, a saber o que significa acessibilidade, a fazer quase tudo sem os movimentos das pernas, a aceitar os olhares das pessoas, a ter resiliência (flexibilidade, capacidade para adaptar-se à mudanças), que posso ser feliz independente de ser cadeirante, que a vida muda em um instante e que o  mais importante na vida é ter quem a gente ama por perto.

Quero agradecer a todas as pessoas que durante esse período me ajudaram ou ajudam de alguma forma. Sem elas não seria nada do que hoje sou.

 Mãe, você é a principal responsável por tudo que sou, espero um dia "pagar" tudo o que já fez e faz por mim. Obrigado por tudo meu Deus. Obrigado meus amigos e familiares.

   Que venham mais anos como cadeirante ou melhor ainda, como andante.

"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."


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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Cadeirantes descobrem nova maneira de jogar futebol.


Eu nunca gostei de futebol e nem quando era “bom das pernas” quis jogar bola, mas depois de assistir a uma reportagem que passou nesses últimos dias no Jornal Nacional, confesso que me deu a maior vontade de fazer parte desse time de campeões.

Os ingredientes: uma quadra, cadeiras de roda e uma bola. Os personagens: pessoas tetraplégicas que se recusaram a ver em uma cadeira algo que aprisionasse.
Esse é o “power soccer”. Em português, seria futebol elétrico. Elétrico porque as cadeiras de rodas usam baterias iguais às baterias de carro. São usadas barras de ferro que servem tanto de proteção quanto como contato com a bola, como se fossem as chuteiras.
“É a mesma emoção de quando eu jogava bola. Não tem diferença nenhuma. É uma sensação de superação, de liberdade e de conquista”, diz Ricardo Gonzalez, presidente da Associação Brasileira de Futebol Elétrico.
Ricardo é um dos pioneiros da modalidade no Brasil, que começou em 2009. Ficou tetraplégico depois de um acidente de carro. O objetivo dele é transformar a nova modalidade em esporte de exibição nas Paraolimpíadas do Rio, em 2016.
As regras são simples. Dois times, com quatro de cada lado, incluindo goleiro. A bola é do tamanho da autoestima desses atletas, bem maior do que o normal. O gol fica entre dois cones. E o jogo é disputado em dois tempos de 20 minutos. O mais legal: é unissex e sem limite de idade.
Por isso, famílias começaram a procurar esse time, no Rio, em busca de uma atividade para os filhos. “Hoje ele é um menino muito feliz. O comportamento dele até mudou”, conta José Carlos Borges, pai de Bernardo.
“É legal a integração com pessoas que têm o mesmo problema que eu”, diz o praticante Bernardo Borges.
Eles levam a sério. Os gols normalmente saem de bolas divididas. Os pais viram mecânicos. A cadeira chega a 10 km/h, controlada por um joystick. Alguns têm que prender a mão no controle com uma fita.
Em um clube, na Zona Oeste do Rio, famílias se reúnem todos os sábados para torcer e sorrir. Tudo é adaptado aos atletas, como os banheiros e a rampa na entrada do ginásio. São pessoas que, normalmente, são capazes de fazer poucos movimentos. “Não consigo apertar algumas coisas e não escovo os dentes sozinho”, diz Ricardo Gonzalez.
Os movimentos se transformam na quadra. “É um futebol de cadeirantes, mas eu me sinto como se fosse um jogador de verdade”, conta Lucas, de 9 anos.

Veja a reportagem completa no vídeo abaixo.


 "Power soccer”: um novo esporte capaz de mostrar, de novo, 
o poder do futebol.
Fonte: G1
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